Capa Anais I Seminário

O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, por meio de seu Setor de Musicologia publicou, neste mês de novembro, os anais do I Seminário de Música do Museu da Inconfidência – Bandas de Música no Brasil. O encontro foi realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2008, na própria instituição.

 Com organização da musicóloga responsável pelo Setor de Musicologia do Museu, Mary Angela Biason, a publicação reúne trabalhos de dez estudiosos, dentre eles: Ricardo Tacuchian (Academia Brasileira de Música), Suzel Ana Reily (Queen´s University Belfast), Régis Duprat (Universidade de São Paulo), Lenita W.N. Nogueira (Universidade Estadual de Campinas), Maria Elizabeth Lucas (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Joel Luis Barbosa (Universidade Federal da Bahia), Juvino Alves dos Santos Filho (Universidade do Estado da Bahia), Elizete Higino (Fundação Biblioteca Nacional), Lutero Rodrigues (Academia Brasileira de Música) e Rosana Lemos (Funarte). Além de disponibilização no próprio Museu, os anais serão distribuídos aos departamentos de arte das universidades públicas e privadas, bibliotecas, arquivos, fundações e instituições afins.

 O I Seminário de Música do Museu da Inconfidência contou com a presença de pesquisadores de todo o país. Por meio de palestras, mesas redondas e comunicações, os participantes examinaram questões como a formação das bandas civis, a relação destas com a comunidade, a tradição familiar nas corporações musicais, seus métodos de ensino e características regionais. O evento também constituiu uma oportunidade para discutir a implantação de políticas públicas e de apoio institucional às sociedades musicais.

A segunda edição do Seminário de Música será realizada de 3 a 5 de dezembro, no auditório do Inconfidência.

Cristo Flagelado. Foto: Aldo Araújo

Cristo Flagelado. Foto: Aldo Araújo

Mostrar que a deficiência física não é condição limitadora para o fazer artístico, a partir de uma análise do trabalho e da vida de Aleijadinho. Este é o objetivo do livro que está sendo produzido pelo Instituto Muito Especial, organização localizada no Rio de Janeiro voltada à inclusão social da pessoa com deficiência.

 

A edição, que tem previsão de lançamento para o final de março, apresentará diversas obras existentes no Museu da Inconfidência de autoria ou atribuídas à Aleijadinho. A instituição reúne, em sala que leva o nome desse que é considerado o principal escultor do período colonial, obras que exemplificam e traçam os principais caminhos percorridos pelo artista em seu trabalho nos séculos 18 e 19.

 

Dentre as peças que compõem o acervo do Museu, estão São Jorge em madeira, com lança escudo e sela; retábulo; riscos das Igrejas de São Francisco de Assis e de Nossa Senhora do Carmo, ambas de São João Del Rei (atribuição); réplica, em gesso, de um dos profetas de Congonhas (estátua de Daniel); conjunto de roca com os Reis Magos; conjunto em madeira com pastores de presépio; anjo tocheiro em madeira; escultura de Cristo Flagelado; entre outras.

 

“A idéia é exaltar um trabalho artístico mundialmente reconhecido e de qualidade, como o de Aleijadinho, que foi conduzido apesar da deficiência. O livro será mais uma ação para difundir o conceito e a necessidade da inclusão da pessoa com deficiência, mostrando que ela também é capaz de grandes realizações”, explica a jornalista Mayara Maciel, coordenadora do projeto.

 

Idealizada pelo presidente do Instituto Muito Especial, Marcus Scarpa, a edição de luxo terá 200 páginas e apresentará também obras de Aleijadinho presentes nas cidades de Congonhas e Mariana. O livro será distribuído gratuitamente para bibliotecas públicas e instituições ligadas a causa da pessoa com deficiência.

 

Instituto Muito Especial

 

O Instituto Muito Especial é uma Organização Social Civil de Interesse Público (OSCIP), que há nove anos trabalha em prol da inclusão da pessoa com deficiência. Além de projetos editoriais, o Instituto já produziu programas de TV e rádio, campanhas publicitárias e documentários, além da realização de congressos. Também atua nas áreas de acessibilidade e inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. As ações não têm fins lucrativos.

 

Aleijadinho

 

Antônio Francisco Lisboa nasceu em Vila Rica, no século XVIII. Filho do arquiteto português Manoel Francisco Lisboa e de uma escrava, era autodidata. Tocado pela genialidade, sobressaiu-se nas artes da escultura, talha e arquitetura. Por volta dos 40 anos passou a sofrer de doença degenerativa. A perda progressiva dos movimentos das pernas e das mãos o levou a trabalhar com os instrumentos atados ao corpo. Nesta fase, o artista consolidou um estilo pessoal, marcado por profunda originalidade e de caráter universal, ao mesmo tempo inserido na cultura regional.

 

 

Nesta sexta-feira, 29, a Comissão Ouropretana de Folclore, o Museu da Inconfidência e a Prefeitura de Ouro Preto realizam um ciclo de discussões sobre o tema “A Inconfidência Mineira e o Imaginário Popular”. O evento acontece no auditório do Anexo do Museu da Inconfidência.

Veja a programação:

  • 8h00 – Abertura
  • 9h00 – “A Inconfidência Mineira e a Cultura Popular”, Jornalista Carlos Felipe Horta – Presidente da Comissão Mineira de Folclore
  • 9h45 – Café
  • 9h55 – “O olhar do Jovem sobre a Inconfidência Mineira”, Profa. Solange Palazzi e Prof. Renato Andrade – Presidente e Vice da Comissão Ouropretana de Folclore
  • 10h40 – “O contexto das artes e da cultura em 1789”, Jornalista Ângelo Oswaldo de Araújo Santos – Prefeito de Ouro Preto
  • 12h00 – Almoço
  • 14h00 – “A reformulação do Museu da Inconfidência – Novos Olhares sobre a Inconfidência”, Visita orientada pelio Diretor do Museu da Inconfidência, Dr. Rui Mourão
  • 19h00 – Filme

 

De 21 a 23 de agosto acontece o I Seminário de Música do Museu da Inconfidência. Com o tema “Bandas de Música no Brasil”, o Seminário reunirá pesquisadores de todo o país em palestras, comunicações e mesas redondas onde serão analisadas questões como a formação das bandas civis, a relação dessas bandas com as bandas militares e com a comunidade, a tradição familiar nas sociedades musicais, seus métodos de ensino e características regionais.

O Seminário também vai discutir a implantação de políticas públicas e institucionais de apoio às bandas.

Veja a programação:

21 de agosto, quinta-feira

Auditório do Museu da Inconfidência

20h00

  • Abertura: Rui Mourão, diretor do Museu da Inconfidência
  • Palestra “15 anos de atuação no movimento de bandas civis e escolares no Estado do Rio de Janeiro”. Palestrante: Maestro e Compositor Ricardo Tacuchian 

22 de agosto, sexta-feira

Auditório do Museu da Inconfidência 

9h00-12h30

Comunicações – Sessão I: Perspectivas teóricas e a historiografia sobre as bandas de sopro no Brasil – Moderador: Mary Angela Biason

  • Suzel A. Reily (Queen´s University of Belfast) – “Bandas de Música – um diálogo transcultural”
  • Régis Duprat (Usp) – “As Bandas de música do século XIX no Brasil: o resgate de um repertório”
  • Lenita W. M. Nogueira (Unicamp) – “Bandas de Música no final do século XIX em Campinas, SP”
  • Maria Elizabeth Lucas (UFRGS) – “Bandas de Música no Rio Grande do Sul: temas para uma interpretação etnomusicológica”

14h00-18h00

Comunicações – Sessão II: Bandas, educação musical e política cultural – Moderador: Lenita W. M. Nogueira

  • Joel Barbosa (Ufba) – “Tradição e inovação em bandas de música”
  • Juvino Alves dos Santos Filho (Uneb) – “Bandas, Filarmônicas e o Mestre Manoel Tranquilino Bastos na Bahia dos séculos XIX e XX”
  • Elizete Higino (Biblioteca Nacional) – “A Banda de Música do Colégio Salesiano Santa Rosa”
  • Lutero Rodrigues (Academia Brasileira de Música) – “Coreto Paulista – I Festival de Bandas em Serra Negra – o que foi e o que nos ensinou em evento” 

23 de agosto, sábado

Auditório do Museu da Inconfidência

9h00

Mesa Redonda: Políticas de apoio às bandas de música

Participação de representantes das seguintes instituições:

  • Fundação Nacional de Arte (Funarte)
  • Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais
  • Associação das Bandas de Música dos Municípios de Ouro Preto (Abammop)
  • Empresas

 

 

As iluminuras dos livros de compromisso das irmandades mineiras, o poema épico Vila Rica, de Cláudio Manoel da Costa, os escravos de propriedade dos inconfidentes e o papel de Ouro Preto na formação do conceito de patrimônio histórico nacional são temas de artigos publicados no quarto número da Oficina do Inconfidência, revista de trabalho periódica do Museu da Inconfidência.

Criada em 1999, a Oficina do Inconfidência  tem foco na produção de pesquisadores baseada no acervo museológico, arquivístico e documental do Museu ou em tópicos relacionados ao universo da instituição, como restauração e patrimônio histórico.

 

Acervo

No número 4, o acervo do Inconfidência é tema presente em quatro artigos. Em Livros de Compromissos mineiros: lugar para exercício da arte como escrita, Fábio César Montanheiro parte da exuberância visual do Livro de Compromissos da Irmandade de São Miguel e Almas do Purgatório da Freguesia de São Caetano Rio Abaixo – datado de 1722 e exposto na sala do Museu da Inconfidência dedicada às Associações Leigas – para examinar aspectos da mentalidade e estética barrocas em suportes textuais.

 

Detalhe do Livro de Compromisso da Irmandade de São Miguel e Almas, estudado por Fábio Montanheiro no artigo "Livros de Compromissos mineiros: lugar para exercício da arte como escrita" e exposto na sala do Museu dedicada às Associações Leigas

 

Já os artigos Infirmitas Quae Sera Tamen, de Rafael de Freitas de Souza e Apresentação do Vila Rica, de Djalma Espedito de Lima, tratam de questões subjacentes à Conjuração Mineira de 1789.

O primeiro analisa dados sobre enfermidades, idade e ocupações de 458 escravos de propriedade dos inconfidentes listados nos Autos de Devassa, relacionando-os ao mundo do trabalho e à arte médica. A proposta do segundo é a compreensão do Vila Rica de Cláudio Manoel da Costa tendo como referência as regras de composição literária do século XVIII luso-brasileiro, questão usualmente ignorada pela crítica que o considera um poema menor na obra do autor.

Tanto os Autos de Devassa como os fragmentos manuscritos do Vila Rica se encontram no Arquivo Histórico do Museu da Inconfidência.

O arquivo administrativo e técnico do Museu é fonte principal da análise realizada no artigo Para ver e aprender: o Museu da Inconfidência e sua contribuição para a construção de uma memória cidadã, de Janice Pereira da Costa, em que a autora examina as concepções do Inconfidência como espaço de atividades pedagógicas e de transmissão de informações.

 

Patrimônio Histórico

Integra ainda a publicação um dossiê condensando seis estudos sobre o tema Ouro Preto, Patrimônio da Humanidade: 25 anos de uma trajetória secular, encerra o quarto número do Oficina. Organizado por José Neves Bittencourt, o dossiê sintetiza discussões a respeito do significado da cidade para a construção da consciência histórica do Brasil desde o tempo dos modernistas.

São eles: Ouro Preto, Patrimônio da Humanidade – Alguns apontamentos sobre o Patrimônio Cultural e a inclusão de Ouro Preto na Lista do Patrimônio Mundial, de José Neves Bittencourt e Adler Homero Fonseca de Castro; Ouro Preto, nossa Roma – Antiquários e tradições numa trajetória de preservação, também de Bittencourt; Imagens e vestígios da Cidade Sagrada – Ouro Preto na coleção do Museu Histórico Nacional, de Aline Montenegro Magalhães, 1943: de volta ao começo – A Sala Ouro Preto no Museu Histórico de Belo Horizonte, de Célia Regina Araújo Alves e Ouro Preto, Monumento da Humanidade – A trajetória de uma cidade-monumento, de Adler Homero Fonseca de Castro.

 

Oficina do Inconfidência – Revista de Trabalho, Ano 5, Nº 4, 192 páginas, R$20,00

Aquisição: Na portaria do Museu da Inconfidência ( Praça Tiradentes, 139, Centro – Ouro Preto, Minas Gerais – CEP 35400-000). Por telefone: (031) 3551-1121; por e-mail: museudainconfidencia@veloxmail.com.br

 

 

 

No último final de semana aconteceu a abertura do VII Festival Ouropretano de Bandas, promovido pelo Museu da Inconfidência. Realizado anualmente desde 2002, o Festival nasceu do trabalho de catalogação do acervo das corporações musicais de Ouro Preto feito pelo Setor de Musicologia nas sedes das próprias bandas.

Durante o evento 17 bandas de 11 municípios se apresentarão na praça Tiradentes. A maior representatividade é da cidade anfitriã, com suas sete bandas. As outras dez são de Barra Longa, Belo Horizonte, Caeté, Lamin, Mariana, Piranga, Prados, Santa Luzia, Santana dos Montes e São João Del Rei, participando do evento como convidadas.

No sábado, 9, se apresentaram a Banda Euterpe Cachoeirense, de Cachoeira do Campo, a Corporação Musical Santa Cecília, de Caeté e a Banda de Música Estrela de São João, de Santa Luzia. No domingo, foi a vez das Sociedades Musicais Santaritense, do distrito de Santa Rita, e Nossa Senhora da Conceição da Lapa, do distrito de Antônio Pereira.

 

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Apresentação da Sociedade Musical Santaritense

 

 

Músicos da Sociedade Musical Nossa Senhora da Conceição da Lapa, que se apresentou no último domingo

 

 

As bandas encerraram a programação do domingo tocando "Parabéns pra você" em saudação aos 90 anos do mestre Francisco Solano da Costa - membro da Sociedade Musical Bom Jesus de Matozinhos há 67 anos - que regeu os músicos durante a homenagem

 

Programação

O VII Festival Ouropretano de Bandas têm o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (Proex-Ufop), da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Ouro Preto (Aciaop), da Associação de Bandas de Música do Município de Ouro Preto (Abammop) e da Rádio Província FM.

As apresentações acontecem até o dia 24 de agosto. Veja a programação:

 

  • 16 de agosto – sábado – 19h: Sociedade Musical União Social (Ouro Preto), Banda Lira Ceciliana (Prados), Associação Musical São José (Santana dos Montes)
  • 17 de agosto – domingo – 15h: Banda de Música Teodoro de Faria (São João Del Rei), Corporação Musical Divino Espírito Santo (Lamin), Sociedade Musical Bom Jesus de Matozinhos (Ouro Preto)
  • 23 de agosto – sábado – 19h: Corporação União Musical São José (Barra Longa), Corporação Musical Bom Jesus (Piranga), Sociedade Musical Carlos Gomes (Belo Horizonte)
  • 24 de agosto – domingo – 15h: Sociedade Musical Bom Jesus das Flores (Ouro Preto), Sociedade Musical Santa Cecília (Ouro Preto), Sociedade Musical São Vicente de Paulo (Mariana)

  

 

Como resultado do Acordo de Cooperação Científica, Educacional e Cultural firmado entre o Ministério da Cultura e o governo do Paraguai, a restauradora paraguais Eva Zaldivar cumpriu estágio de 4 meses no Setor de Conservação e Restauração do Museu da Inconfidência. Entre as ações previstas no termo assinado está a prestação de assessoria técnica pela equipe do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a museus do país vizinho.

 

 

A restauradora Eva Zaldivar trabalha em recomposição de imagem em madeira, suporte comum de peças paraguaias, supervisionada pelo restaurador Aldo Araújo, do Museu da Inconfidência

 

 

Eva, que é estudante de Artes Plásticas com orientação em Restauração no Instituto Superior de Belas Artes da Universidade Nacional do Paraguai e trabalha no Museu Bernardino Caballero, foi selecionada entre os participantes dos cursos de capacitação em conservação e restauração de acervos museológicos promovidos pelo Iphan em Assunção por meio de parceria com o governo paraguaio.