A exposição “Ritual da Imagem: Arte Asurini do Xingu” foi encerrada neste domingo (24) com chave de ouro. Nos últimos dias, dois casais indígenas, vindos da tribo Asurini do Koatinemo, próxima de Altamira, no Pará, comercializaram artesanato típico e ministraram oficinas de arte corporal a dezenas de estudantes e interessados, além de mostrarem um pouco de sua cultura no anexo do Museu da Inconfidência. As atividades não passaram despercebidas: ao final da cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, promovida na Praça Tiradentes no dia 21, a presidenta da República, Dilma Rousseff, encontrou-se com os índios.

A servidora Maria Margareth Monteiro, responsável pelo Setor de Difusão do Acervo e Promoção Cultural do Museu da Inconfidência, explicou a Dilma que o grupo, acompanhado do presidente da FUNAI, Márcio Meira, e do coordenador da FUNAI em Belém-PA, Fábio Ribeiro, estava ali a convite do museu, em razão da mostra organizada em parceria com o Museu do Índio (FUNAI/RJ). A presidenta e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, receberam catálogo e série de pôsteres com fotos da tribo e detalhes dos objetos expostos, valorizando-se a cerâmica e o grafismo Asurini.  Hoje, a tribo conta com, aproximadamente, 150 habitantes, divididos entre 20 famílias.

Logo após a cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, moradores do município de Resende Costa (MG) visitaram o Museu da Inconfidência com o objetivo de homenagear o inconfidente José de Resende Costa (pai), um dos três conjurados sepultados neste feriado de Tiradentes pela presidenta da República, Dilma Rousseff, e pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia. Os resende-costenses foram recepcionados no Panteão pelo diretor do Museu da Inconfidência, Rui Mourão, e pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior.

“Estávamos com uma expectativa muito grande. Cultuamos a figura do inconfidente Resende Costa. As crianças são informadas sobre ele na escola. Para nós, o 21 de abril tem uma importância particular a partir de hoje”, afirma o professor Rosalvo Gonçalves Pinto, autor do livro “Os inconfidentes José de Resende Costa (Pai e Filho) e o Arraial da Laje” (1992, Senado Federal). O conjurado Resende Costa e seu filho, de mesmo nome, viveram e desenvolveram suas atividades na localidade de Arraial da Laje que, ao ser emancipada em 1912, homenageou-os.
Saiba mais sobre a cerimônia do 21 de abril:

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www.imprensa.planalto.gov.br
www.agenciaminas.mg.gov.br

Sepultamento dos três inconfidentes identificados. Crédito: Wellington Pedro/Imprensa MG

OURO PRETO (21/04/11) – O governador Antonio Anastasia e a presidente da República, Dilma Rousseff, depositaram, nesta quinta-feira (21), os restos mortais dos inconfidentes José de Resende Costa, João Dias da Mota e Domingos Vidal de Barbosa no Panteão do Museu da Inconfidência em Ouro Preto, na região Central do Estado. O sepultamento, mais de 200 anos após suas mortes no degredo na África, foi autorizado depois que a ossada dos inconfidentes foi oficialmente identificada pela Faculdade de Odontologia da Unicamp, em Piracicaba (SP). José de Resende Costa, João Dias da Mota e Domingos Vidal de Barbosa se juntam a outros 13 inconfidentes já sepultados no monumento.
A identificação das ossadas exigiu anos de estudos e uma parceria entre história e ciência. Com o trabalho de especialistas em odontologia legal da Unicamp, o Museu da Inconfidência – que desde 1980 realizava pesquisas históricas sobre o caso – pôde comprovar que os ossos, repatriados da África para o Brasil nos anos 1930, são mesmo dos três inconfidentes. Os estudos foram realizados por equipe da Unicamp chefiada pelo professor Eduardo Daruge, doutor em odontologia legal. A solenidade contou com a presença de ministros, autoridades e familiares dos inconfidentes.

Localizado na antiga Casa de Câmara e Cadeia de Ouro Preto, o Museu da Inconfidência é uma das mais importantes atrações turísticas de Minas Gerais. Foi inaugurado em 1944 para preservar, pesquisar e divulgar objetos e documentos relacionados à Inconfidência Mineira.

No Museu está o Panteão dos Inconfidentes, monumento criado em 1942 onde estão 14 lápides funerárias, 13 delas ocupadas pelas ossadas dos inconfidentes repatriadas da África e uma vazia, dedicada aos participantes cujos corpos não foram localizados.

(AGÊNCIA MINAS)

Índia Asurini faz pintura em participante de oficinaNeste Dia do Índio, 19 de abril, o Museu da Inconfidência, em parceria com o Museu do Índio (FUNAI/RJ), ofereceu à comunidade oficinas de pintura corporal promovidas por dois casais indígenas Asurini, vindos do Pará. Os participantes puderam conferir de perto o trabalho feito com extrato de urucum e jenipapo, além de terem a oportunidade de receber, no corpo, as ilustrações com grafismos características da tribo.

O grupo, acompanhado de um técnico da FUNAI, Fábio Ribeiro, exibiu vídeos de sua cultura e, em bate-papo, ressaltou a importância da luta contra o preconceito e respeito à diversidade. “Todos sabem que nesta terra que hoje é o Brasil, um dia, só viviam índios. Hoje a maioria da população não se lembra disso”, observou Ribeiro.

ATIVIDADES – As mesmas atrações serão realizadas nesta quarta-feira, dia 20, das 13h às 17h, no espaço em frente à Sala Manoel da Costa Athaide, anexo do Museu da Inconfidência. Na Sala, está em cartaz a mostra Ritual da Imagem: Arte Asurini do Xingu, a ser encerrada no dia 24 de abril. Os indígenas permanecem em Ouro Preto até sexta-feira e, no período, comercializarão arte em cerâmica, artefatos em madeira e adornos corporais.


O QUÊ:
Atividades ligadas à exposição Ritual da Imagem: Arte Asurini do Xingu

QUANDO: Oficinas e bate-papo nos dias 19 e 20/04, das 13h às 17h; Venda de artesanato até sexta-feira, 22/04; Encerramento da mostra no dia 24 de abril.

HORÁRIO DE VISITAÇÃO DA MOSTRA: 12h às 18h. ONDE: Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I do Museu da Inconfidência. Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro Histórico. MAIS INFORMAÇÕES: (31) 3551-6023; 9258-8407 e 3551-4977.

Reconstituição facial de José de Resende Costa

Mais de 200 anos após suas mortes no degredo, na África, três inconfidentes – José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota – ganharão lugar no Panteão do Museu da Inconfidência/Ibram, em Ouro Preto (MG), juntando-se aos outros 13 inconfidentes já sepultados no monumento.

O sepultamento será feito em 21 de abril, Dia de Tiradentes, às 9h30min, com a presença da presidenta Dilma Roussef, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/Ministério da Cultura), José do Nascimento Junior, além do governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, e do diretor do museu, Rui Mourão.

A identificação das ossadas exigiu anos de estudos e uma parceria entre história e ciência. Com o trabalho de especialistas em odontologia legal da Unicamp, o Museu da Inconfidência – que desde 1980 realizava pesquisas

históricas sobre o caso – pôde comprovar que os ossos, repatriados da África para o Brasil nos anos 1930, são mesmo dos três inconfidentes.

Os estudos foram realizados por equipe da Unicamp chefiada pelo professor Eduardo Daruge, doutor em odontogia legal. “Através de todas as informações obtidas e por exames técnicos posso dizer que temos de 98% a 100% de certeza de que as ossadas são dos três inconfidentes”, afirmou Eduardo Daruge, em coletiva à imprensa realizada no auditório do Ibram, nesta sexta-feira (15/4).

Ao todo, 26 nomes estão associados à Inconfidência Mineira e têm seus nomes registrados no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto. Destes, 13 tiveram seus despojos identificados e estão sepultados no Panteão da Inconfidência. Com os despojos de José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota serão 16 inconfidentes identificados, os outros 10 têm paradeiro desconhecido. “Tudo o que pudermos acrescentar à história da Inconfidência Mineira é

importante, até porque esses personagens (José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias da Mota) deram contribuição efetiva ao movimento”, explicou Rui Mourão.

 Os inconfidentes identificados

José de Resende Costa, pai (1728-1798) – Era capitão do Regimento de Cavalaria Auxiliar da Vila de S. João e fazendeiro em Arraial da Laje, hoje chamado Resende Costa (MG).  José de Resende Costa, pai, foi preso em 1789, junto

com seu filho de mesmo nome, e condenado à morte com outros inconfidentes. No degredo, foi contador e distribuidor forense até 1798, quando morreu. Seu filho voltou ao Brasil em 1803.

João Dias da Mota (1744 – 1793) – Nasceu em Vila Rica. Foi capitão do Regimento da Cavalaria Auxiliar da Vila de S. João e fazendeiro. Era amigo de Tiradentes. Morreu em setembro de 1793, nove meses após chegar a Cacheu, de uma epidemia que assolou a região.

Domingos Vidal de Barbosa (1761-1793) – Nasceu em Capenduva, de família abastada. Estudou medicina em Bordeaux, na França. Participou de forma discreta na conspiração. Encontrou-se com Thomas Jefferson (então embaixador na França e depois presidente americano) na Europa, quando teria obtido apoio à causa dos inconfidentes.

Mais informações em: http://www.museus.gov.br

Quatro índios da tribo Asurini, cuja aldeia se localiza a poucas horas de Altamira, no Pará, estarão em Ouro Preto acompanhados de um técnico da FUNAI no Dia do Índio, 19 de abril, e no dia 20. Das 13h às 17h, os indígenas, em trajes típicos, ministrarão oficinas de pintura corporal, fazendo uso de extrato de urucum e jenipapo, e participarão de bate-papo cultural durante a projeção de vídeos sobre a cultura Asurini.

As atividades serão promovidas no Anexo do Museu da Inconfidência, em frente à Sala Manoel da Costa Athaide, onde ocorre a exposição Ritual da Imagem: Arte Asurini do Xingu, em parceria com o Museu do Índio (FUNAI/RJ). As inscrições devem ser feitas com antecedência, pelos telefones (31) 3551-4977 e (31) 3551-6023.

O QUÊ: Oficinas indígenas

QUANDO: 19 e 20 de abril

ONDE: Anexo do Museu da Inconfidência. Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro Histórico.

INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES: (31) 3551-4977 e (31) 3551-6023.

O Cineclube Museu da Inconfidência apresenta, em abril, a temática do suspense metafísico. O Retorno (Vozvrashcheniye, Rússia, 2003, 105 min. Drama. Direção: Andrei Zvyagintsev. Classificação: 12 anos), vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza em 2003, será exibido nesta sexta, 15. O filme aborda a viagem de dois irmãos para uma ilha distante a partir do convite do pai, que surge misteriosamente após anos de ausência.

Já na última sexta-feira do mês, dia 29, será projetado Coração Satânico (Angel Heart. EUA, 1987, 112 min. Suspense. Direção: Alan Parker. Classificação: 18 anos), eleito pelos cinéfilos como um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Na trama, o detetive particular Harry Angel (Mickey Rourke) é contratado por Louis Cyphre (Robert De Niro) para encontrar um cantor. Quanto mais a investigação se aprofunda, mais Harry se envolve com pessoas estranhas, que morrem logo após entrar em contato com ele.

As sessões, gratuitas, são promovidas às 19 horas e contam com a presença de um explicador e coordenador de debates. O Cineclube, patrocinado pela Caixa Econômica Federal, funciona no auditório do Museu da Inconfidência, na Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro Histórico de Ouro Preto. Resenhas, fotos, trailers e outras informações sobre os filmes exibidos podem ser conferidos no blog: http://www.cineclubemuseu.blogspot.com.

A comunidade de Glaura foi homenageada neste sábado, dia 2, com o lançamento do livro Glaura: Chá com Causos, no Pólo Cultural do distrito. A obra contém particularidades das lendas, culinária, “causos”, festas, crenças, artesanato e medicina popular do local. É resultado de meses de trabalho do setor pedagógico do Museu da Inconfidência, então composto por Ana Maria Laia, Lorene Dutra Moreira e Ferreira, Maria Aparecida Ferreira de Souza e Viviane Michelline Veloso Danese.

Esta foi a primeira vez que a localidade teve sua história documentada. O diretor do Museu da Inconfidência, Rui Mourão, ressaltou a importância do resgate do patrimônio imaterial: “A comunidade revelou a sua riqueza e mostrou o que havia de importante a ser preservado. Foi uma atividade de grande consequência, não só para Glaura, mas para Ouro Preto, Minas Gerais e Brasil, que precisa investir na questão da preservação patrimonial”.

Viviane, uma das autoras do livro, emocionada, acrescentou: “O que mais importa em uma cidade não são as casas, as ruas, as igrejas. São as pessoas, que representam um elo desta memória que queremos guardar”. O projeto, iniciado em Glaura, deve ser futuramente realizado em outros distritos do município. Fotos do evento estão publicadas na nova rede social do Museu da Inconfidência, o Flickr: www.flickr.com/museudainconfidencia.

SERVIÇO

O livro Glaura: Chá com Causos está à venda na Loja do Museu da Inconfidência, a R$ 20. Mais informações pelo telefone 3551-0653.