10 e 11 de Dezembro / 2010 (sexta e sábado)

Tema do mês: Cinema iraniano

Em dezembro, o Cineclube Museu da Inconfidência antecipa sua programação e prestigia o público com dois dias seguidos do melhor em cinema iraniano. Nesta sexta-feira (10), às 19h, será exibido “Filhos do Paraíso”, indicado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, sob a direção de Majid Majidi. Já no sábado (11), no mesmo horário, é a vez de “Balão Branco” do diretor Jafar Panahi, contemplado com o Cannes Câmera de Ouro. As sessões são gratuitas.

10 de dezembro 2010 – sexta-feira

19 horas

FILHOS DO PARAÍSO

Bacheha-Ye aseman.

Direção: Majid Majidi. Duração: 87 min. Drama. Livre. 1997. Irã

Sinopse: Ali, um garoto de nove anos, perde o sapato recém consertado de sua irmã Zahra enquanto ia à escola. Filhos de pais humildes, eles decidem não contar o ocorrido e se revezam usando o único par de sapatos que restou. Uma fábula simples e emocionante sobre as dificuldades da vida. Filme indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Sobre o filme: A simplicidade encontra neste filme o pano de fundo emocional ideal. Elementos como a família, a pobreza e a força de vontade são representados pelo objeto central (quase uma mania do cinema iraniano), no caso, um par de sapatos. Tudo se concentra neles – a força, a dor, a desilusão.

O diretor Majid Majidi não busca um realismo pontual como o de seus contemporâneos que deram ao cinema iraniano uma espécie de super-realismo da pobreza de um país. Majid quer apenas a sinceridade dos atores e um final feliz, e isso faz deste filme um marco.

 

11 de dezembro 2010 – sábado

19 horas

O BALÃO BRANCO

Badkonake sefid.

Direção: Jafar Panahi. Duração: 85 min. Drama. Livre. 1995, Irã.

Sinopse: Na véspera do ano novo iraniano, a menina Razieh sonha em comprar um peixinho dourado. Depois de muito insistir, ela ganha o dinheiro de sua mãe, mas o perde no percurso até a loja, e o que seria uma simples compra se transforma numa jornada cheia de obstáculos. Filme vencedor da Câmera de Ouro em Cannes.

Sobre o filme: Mais uma vez o cinema iraniano se inclina ao objeto central da história, neste caso um peixinho dourado. Mas “O Balão Branco” é composto de metáforas mais delicadas. O objeto central do filme é a própria menina Razieh, com sua voz esganiçada, sua terrível teimosia perante o improvável. Sua força de vontade representa a vontade do povo iraniano naquele momento.

Se Razieh perde o seu precioso dinheiro, ela não só chora copiosamente, lamentando a Alá o infortúnio, mas também junta seus pedaços e parte numa jornada heróica até a esquina mais próxima. Com roteiro do mestre Kiarostami, O Balão Branco é simples em sua superfície, mas gira em torno de questões muito importantes.

 

CINECLUBE MUSEU DA INCONFIDÊNCIA

Anexo I – Museu da Inconfidência

Rua Vereador Antônio Pereira, 33, centro – Ouro Preto

(31)3551-4977 / 3551-1121