Amagis doa placa em homenagem a Gonzaga

novembro 22, 2010

Tomás Antônio Gonzaga – poeta, magistrado e inconfidente – tem recebido uma série de homenagens neste ano de bicentenário da sua morte. Uma delas ocorreu na última sexta-feira (dia 19), promovida pela Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) em parceria com a Prefeitura Municipal de Ouro Preto e o Museu da Inconfidência. A data, que coincidiu com o Dia da Bandeira do Brasil, foi marcada pela inauguração de uma placa evocativa no pátio interno da instituição museológica, com o objetivo de preservar a memória do conjurado. Diversas autoridades, representantes da magistratura nacional e operadores do Direito participaram do evento.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, orador oficial do ato, ressaltou a importância do resgate da tradição e do vínculo da magistratura mineira aos ideais democrático e libertário: “Os inconfidentes plantaram a semente da democracia que vivemos hoje. Se eles foram condenados pela Corte Portuguesa, a História tratou de absolvê-los”. Já o diretor do Museu da Inconfidência, Rui Mourão, lembra que Gonzaga foi glorificado principalmente como escritor, mas enfatiza que ele sempre exerceu o Direito com justiça, critério e sabedoria: “Agora, a Amagis vem chamar a atenção para esse outro lado, que merece toda a consideração. É uma justa homenagem”.

História

Tomás Antônio Gonzaga, mais personificado pela história como um grande poeta árcade, foi também magistrado. Ele se formou, em 1768, em Coimbra (Portugal) e, logo, habilitou-se para a carreira da magistratura, sendo designado juiz de fora da Comarca de Beja (1779). Três anos depois, foi promovido a ouvidor da Comarca de Vila Rica (1782), para, depois, ser promovido a desembargador do Tribunal da Relação da Bahia (1786). Por conta de seu casamento, sua posse foi adiada, quando então foi rompido o movimento libertário da Inconfidência Mineira (1789). Gonzaga acabou preso, processado e condenado ao exílio, por dez anos, em Moçambique, onde faleceu (1810). Seus restos mortais foram trasladados para o Brasil (1942) e se encontram depositados em uma das lápides do Panteão dos Heróis da Inconfidência, em Ouro Preto, para consagrar suas ações cívicas.

 

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