Anexo I do Museu da Inconfidência expõe arte indígena

novembro 3, 2010

O Museu da Inconfidência, em parceria com o Museu do Índio (FUNAI – RJ), traz a Ouro Preto (MG) a exposição Ritual da Imagem: Arte Asurini do Xingu, sob a curadoria da professora e antropóloga Regina Polo Müller. A inauguração coincidirá com o Dia Nacional da Cultura, na próxima sexta-feira (5 de novembro), a partir das 20h30min, na Sala Manoel da Costa Athaide. No auditório, será exibido um making of das peças confeccionadas pelas índias do médio rio Xingu no ano de 2010.

A mostra tem como objetivo apresentar a arte indígena como um bem cultural, que traz o modo de viver de um povo – um patrimônio a ser preservado. Serão valorizados os modos de fazer tradicionais da cerâmica e do grafismo Asurini, promovendo a transmissão dos saberes entre as gerações. O público poderá conferir arte cerâmica, grafismo, pintura corporal e peças do acervo do Museu do Índio do Rio.

 

O Grupo Asurini

 

Hoje, o grupo Asurini soma, aproximadamente, 150 pessoas, falantes da língua Asurini, da família linguística Tupi-guarani, e a sua aldeia se localiza a poucas horas da cidade de Altamira, no Estado do Pará. Na sua economia atual, comercializam a produção de objetos da cultura material, dentre eles, as peças da arte cerâmica que os distinguem fortemente dos outros povos indígenas brasileiros por sua elaborada decoração com desenhos geométricos e acabamento em verniz vegetal.

 

O Museu do Índio

 

O Museu do Índio, órgão científico-cultural da Fundação Nacional do Índio (Funai), foi criado por Darcy Ribeiro, no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro, em 1953. É a única instituição oficial no país exclusivamente dedicada às culturas indígenas. Hoje, possui rico acervo relativo à maioria das sociedades indígenas contemporâneas, constituído de 16 mil peças etnográficas; 16 mil publicações nacionais e estrangeiras especializadas em Etnologia e áreas afins na Biblioteca Marechal Rondon, uma das mais completas e especializadas da América do Sul em temática indígena; 68 mil 217 documentos audiovisuais em diversos tipos de suporte, parte já digitalizada e armazenada em CD-Roms; 125 mil e 916 documentos textuais de valor histórico sobre os diversos grupos indígenas e cerca de 200 filmes, vídeos e gravações sonoras.

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