Tomás Antônio Gonzaga – poeta, magistrado e inconfidente – tem recebido uma série de homenagens neste ano de bicentenário da sua morte. Uma delas ocorreu na última sexta-feira (dia 19), promovida pela Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) em parceria com a Prefeitura Municipal de Ouro Preto e o Museu da Inconfidência. A data, que coincidiu com o Dia da Bandeira do Brasil, foi marcada pela inauguração de uma placa evocativa no pátio interno da instituição museológica, com o objetivo de preservar a memória do conjurado. Diversas autoridades, representantes da magistratura nacional e operadores do Direito participaram do evento.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, orador oficial do ato, ressaltou a importância do resgate da tradição e do vínculo da magistratura mineira aos ideais democrático e libertário: “Os inconfidentes plantaram a semente da democracia que vivemos hoje. Se eles foram condenados pela Corte Portuguesa, a História tratou de absolvê-los”. Já o diretor do Museu da Inconfidência, Rui Mourão, lembra que Gonzaga foi glorificado principalmente como escritor, mas enfatiza que ele sempre exerceu o Direito com justiça, critério e sabedoria: “Agora, a Amagis vem chamar a atenção para esse outro lado, que merece toda a consideração. É uma justa homenagem”.

História

Tomás Antônio Gonzaga, mais personificado pela história como um grande poeta árcade, foi também magistrado. Ele se formou, em 1768, em Coimbra (Portugal) e, logo, habilitou-se para a carreira da magistratura, sendo designado juiz de fora da Comarca de Beja (1779). Três anos depois, foi promovido a ouvidor da Comarca de Vila Rica (1782), para, depois, ser promovido a desembargador do Tribunal da Relação da Bahia (1786). Por conta de seu casamento, sua posse foi adiada, quando então foi rompido o movimento libertário da Inconfidência Mineira (1789). Gonzaga acabou preso, processado e condenado ao exílio, por dez anos, em Moçambique, onde faleceu (1810). Seus restos mortais foram trasladados para o Brasil (1942) e se encontram depositados em uma das lápides do Panteão dos Heróis da Inconfidência, em Ouro Preto, para consagrar suas ações cívicas.

 

A programação de novembro do Cineclube Museu da Inconfidência apresenta duas comédias de estilos e diretores diferentes. Em “Um Convidado Bem Trapalhão”, Peter Sellers transborda todo o seu talento como comediante num dos filmes mais engraçados de todos os tempos. Beirando o pastelão, Sellers cria um personagem com raízes em Buster Keaton e Charles Chaplin. A sessão acontece na próxima sexta-feira, dia 19, às 19 horas.

Já “Domicílio Conjugal” combina o talento de François Truffaut e o carisma do ator Jean Piere Léaud, seu alter ego cinematográfico, para recriar o micro-universo das relações a dois. Delicadeza e simplicidade são as marcas deste ótimo exemplar da comédia francesa de costumes. A exibição será realizada dia 26 de novembro, também às 19 horas.

O Cineclube Museu da Inconfidência fica na Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro, em Ouro Preto. As exibições, gratuitas, contam sempre com a presença de um explicador e coordenador de debates. Para conferir resenhas e trailers sobre os filmes exibidos, acesse o blog do Cineclube: http://cineclubemuseu.wordpress.com/.

 

PROGRAMAÇÃO 

19 de novembro

Um Convidado Bem Trapalhão

(The Party. Com: Peter Sellers, Claudine Longet, Marge Champion. Direção: Blake Edwards. 1968. 99 minutos. Comédia. Livre).

 Sinopse: Um magnata dá uma festa para a alta sociedade e artistas de Hollywood cinema. Por uma falha no convite Hrundi Bakshi (Peter Sellers), um ator indiano extremamente desastrado, acaba sendo convidado, o que gera uma série de confusões e mal entendidos. Comédia do auge criativo da dupla Sellers e Edwards que criaram o sucesso A Pantera Cor de Rosa.



26 de novembro

Domicílio Conjugal

(Domicile Conjugal. Com: Jean Piere Léaud, Claude Jade, Hiroke Berghauer. Direção: Francois Truffaut. 1970. 97 minutos. Comédia. Livre).

 Sinopse: Antoine Doinel está casado com uma mulher disciplinada e sensata. Enquanto ela dá aulas de violino ele vive de bicos. A rotina do casal é alterada quando ela engravida e ele passa a ter um caso com uma mulher exótica. 3º filme da série que acompanha a vida de Antoine Doinel, alter ego do diretor. Considerado um dos melhores filmes já feitos sobre as dores e delícias da vida à dois.

Informações para a imprensa:

Museu da Inconfidência: (31) 3551-4977 / 3551-6023

Livraria e Vídeo-locadora Set Palavras (Walter – curador do Cineclube): (31) 3551-7541

http://www.cineclubemuseu.wordpress.com

A morte do poeta, inconfidente e magistrado Tomás Antônio Gonzaga completa 200 anos em 2010. Como homenagem, a Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) promoverá, com o apoio da Prefeitura de Ouro Preto e do Museu da Inconfidência, um evento cívico e cultural na próxima sexta-feira, dia 19, a partir das 18h, na instituição museológica e no Teatro Municipal. A solenidade terá como orador oficial o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) João Otávio de Noronha.
 
PROGRAMAÇÃO
 
18h – Pátio interno do Museu da Inconfidência: Homenagem ao inconfidente Tomás Antônio Gonzaga, com descerramento de placa alusiva à data;
19h30min – Teatro Municipal: Apresentação e declamação das poesias líricas de Tomás Antônio Gonzaga e apresentação da orquestra sinfônica de Ouro Preto.
 
Mais informações em www.amagis.com.br

No Dia da Proclamação da República, comemorado nesta segunda-feira, membros e convidados da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira estiveram no Panteão dos Inconfidentes, no Museu da Inconfidência, para prestar homenagem aos conjurados. A ocasião foi marcada pela oração dos presentes e fala de autoridades, bem como a colocação de um arranjo de flores em frente à placa central com o nome dos envolvidos no movimento.

 

A ENTIDADE – A Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira, entidade filantrópica sem fins lucrativos, é sucessora da Ordem dos Cavaleiros Hospitalares de Vila Rica, fundada em 1779. Mais informações em http://www.ocim.org.br

 

No 6º Fórum das Letras de Ouro Preto, promovido pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), o poeta e inconfidente Tomás Antônio Gonzaga foi homenageado pelo bicentenário de sua morte. O evento ocorreu na tarde desta quarta feira, 10 de novembro, no Panteão dos Inconfidentes, interior do Museu da Inconfidência. A lápide que abriga os restos mortais de Gonzaga recebeu flores do também poeta Ferreira Gullar.

A Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I do Museu da Inconfidência, manterá em cartaz, até 20 de março de 2011, a exposição “Ritual da Imagem: Arte Asurini do Xingu”, em parceria com o Museu do Índio (FUNAI/RJ). É uma oportunidade para conferir a cultura indígena dos cerca de 150 membros que restam dos Asurini, cuja aldeia está localizada a poucas horas da cidade de Altamira, no Estado do Pará. Por meio do grafismo, o grupo, descoberto na década de 70 com a construção da Rodovia Transamazônica, expressa sua arte em cerâmica e pintura corporal.

A mostra foi inaugurada no Dia Nacional da Cultura, 5 de novembro, data considerada apropriada pelo diretor da Museu da Inconfidência, Rui Mourão: “As raízes indígenas da cultura brasileira são evidentes. E o povo que está em formação no Brasil vem daí, sem dúvida nenhuma”. A antropóloga e diretora substituta do Museu do Índio, Arilza Nazareth de Almeida, enfatiza a importância desse contato com a diversidade: “Nosso país, hoje, tem 225 línguas faladas, 200 povos indígenas diferentes. Esse conhecimento é de grande valor, porque conhecendo você respeita melhor essa pluralidade”.

VISITA – Até o final da exposição, ainda sem data definida, membros da tribo Asurini virão a Ouro Preto para interagir com a sociedade. Rui mourão lembra que encontro semelhante ocorreu em junho de 2008, quando índios das tribos Zoró (Rondônia) e Cinta Larga (Mato Grosso e Rondônia) estiveram na cidade, por meio do projeto Paikinim-Pamã. Na ocasião, foram promovidas oficinas, exibição de vídeos e exposições com vendas. “Foi um episódio inesquecível. A presença de índios movimentou o ambiente, causou curiosidade muito grande. Eles desenvolveram atividades não só na exposição, mas também na cidade”, afirma o diretor.

O Museu da Inconfidência, em parceria com o Museu do Índio (FUNAI – RJ), traz a Ouro Preto (MG) a exposição Ritual da Imagem: Arte Asurini do Xingu, sob a curadoria da professora e antropóloga Regina Polo Müller. A inauguração coincidirá com o Dia Nacional da Cultura, na próxima sexta-feira (5 de novembro), a partir das 20h30min, na Sala Manoel da Costa Athaide. No auditório, será exibido um making of das peças confeccionadas pelas índias do médio rio Xingu no ano de 2010.

A mostra tem como objetivo apresentar a arte indígena como um bem cultural, que traz o modo de viver de um povo – um patrimônio a ser preservado. Serão valorizados os modos de fazer tradicionais da cerâmica e do grafismo Asurini, promovendo a transmissão dos saberes entre as gerações. O público poderá conferir arte cerâmica, grafismo, pintura corporal e peças do acervo do Museu do Índio do Rio.

 

O Grupo Asurini

 

Hoje, o grupo Asurini soma, aproximadamente, 150 pessoas, falantes da língua Asurini, da família linguística Tupi-guarani, e a sua aldeia se localiza a poucas horas da cidade de Altamira, no Estado do Pará. Na sua economia atual, comercializam a produção de objetos da cultura material, dentre eles, as peças da arte cerâmica que os distinguem fortemente dos outros povos indígenas brasileiros por sua elaborada decoração com desenhos geométricos e acabamento em verniz vegetal.

 

O Museu do Índio

 

O Museu do Índio, órgão científico-cultural da Fundação Nacional do Índio (Funai), foi criado por Darcy Ribeiro, no bairro do Maracanã, no Rio de Janeiro, em 1953. É a única instituição oficial no país exclusivamente dedicada às culturas indígenas. Hoje, possui rico acervo relativo à maioria das sociedades indígenas contemporâneas, constituído de 16 mil peças etnográficas; 16 mil publicações nacionais e estrangeiras especializadas em Etnologia e áreas afins na Biblioteca Marechal Rondon, uma das mais completas e especializadas da América do Sul em temática indígena; 68 mil 217 documentos audiovisuais em diversos tipos de suporte, parte já digitalizada e armazenada em CD-Roms; 125 mil e 916 documentos textuais de valor histórico sobre os diversos grupos indígenas e cerca de 200 filmes, vídeos e gravações sonoras.