“Um olhar sobre a batalha de Guararapes: interfaces”

abril 13, 2010

Em parceria com o Museu Nacional de Belas Artes, do Rio de Janeiro, o Museu da Inconfidência realiza, em Ouro Preto, a exposição “Um olhar sobre a batalha de Guararapes: Interfaces”. A mostra traz aspectos do episódio ocorrido no século XVII, em Jaboatão, sul da capital pernambucana, relacionando-o a outro movimento significativo para a criação de um Estado brasileiro: a Conjuração Mineira. A abertura acontece dia 16, às 20h30, na Sala Manoel da Costa Athaide, anexo da instituição.

Em 19 de abril de 1648, brancos, índios e negros venceram a primeira batalha contra a ocupação holandesa no Brasil, então colônia de Portugal. A vitória configurava a união das três raças formadoras na nação brasileira. No Rio de Janeiro, em 1870, Victor Meirelles interpretou, em tela monumental, com 4,94 x 9,23 m, aquele importante acontecimento.

Cerca de 30 estudos preparatórios, dentre desenhos e pinturas, foram realizados pelo artista antes do quadro finalizado – considerado referencial da representação histórica de nosso país. O material poderá ser conferido na mostra e aborda temas como anatomia, indumentária, detalhes de soldados e cavalos, além de aspectos do grupo central envolvido na batalha. Tais trabalhos pretendem conferir melhor compreensão sobre a construção e a expressão plástica do quadro do pintor. Do Museu Victor Meirelles, de Florianópolis, virá o último estudo – uma tela de proporções menores, com 0,50 x 1 m, mas que apresenta os mesmos personagens e momentos retratados na tela final.

Interface

Um século depois do episódio que colocou fim às invasões holandesas no Brasil, ocorreu em Minas Gerais a Conjuração Mineira, que visava à liberdade do país. Quase 100 anos mais tarde, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, um dos líderes do movimento, tornou-se herói da nascente República. O busto do mártir, em bronze, de Décio Villares, propõe ao visitante uma articulação entre os dois acontecimentos revolucionários ocorridos em contextos diversos, mas que procuraram instituir novos valores à realidade corrente.

Concerto

A abertura da exposição será marcada por uma apresentação do Grupo de Música Antiga da Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG). No repertório, marchas militares dos séculos XVII e XVIII, de autores nacionais e europeus, que farão alusão aos soldados músicos que tocavam nas batalhas.

De acordo com a musicóloga do Museu da Inconfidência, Mary Angela Biason, a rotina da tropa consistia em começar o dia com um austero toque de alvorada. “Quando necessário, também participavam de procissões religiosas, mas ao chegarem às povoações nos quais passariam a noite, comemoravam tocando belos minuetos que nada tinham de militar”, explica.  Esses momentos também serão lembrados pelo grupo musical, que pesquisa e interpreta, desde 2006, a música dos períodos medieval, renascentista, barroco e colonial latino-americano baseando-se em fundamentos históricos, culturais e estéticos.

Visitação

A exposição “Um olhar sobre a batalha de Guararapes: interfaces” segue até o dia 18 de julho, na Sala Manoel da Costa Athaide, na rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro, em Ouro Preto. A visitação, gratuita, pode ser realizada de terça a domingo, das 12h às 18h.

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