Será exibido nesta terça-feira, dia 23, às 21 horas, no Cine Vila Rica, documentário que tem como tema a influência da Revolução Francesa na Inconfidência Mineira. O curta integra a programação da 4ª CINEOP – Mostra de Cinema de Ouro Preto, e é resultado da oficina Realização em Curta Documental.

Durante quatro dias, os alunos – estudantes de cinema, jornalismo e publicidade, jovens realizadores de audiovisual e artistas – foram orientados pelo cineasta Luiz Carlos Lacerda (Bigode) sobre como compor uma equipe nos moldes de uma produção profissional, ocupando funções técnicas (produção, pesquisa, câmera e fotografia, som) e artísticas (direção, direção de arte, direção musical e edição).

Para trabalhar o tema, o grupo escolheu as instalações do Museu da Inconfidência, além da exposição temporária encerrada no último dia 21, “A Inconfidência Mineira no Contexto da Revolução Francesa”. O vídeo conta também com uma entrevista com o diretor da instituição, Rui Mourão.

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Em comemoração ao Centenário da Academia Mineira de Letras, seu presidente, o ex-senador Murilo Badaró, visitou, acompanhado de grupo de intelectuais, o Museu da Inconfidência, na última sexta-feira, dia 5 de junho. O passeio fez parte de uma extensa programação cultural, que incluiu também outros pontos turísticos da região.

Em Mariana, o passeio teve início com uma visita ao túmulo de Alphonsus de Guimaraens – poeta simbolista nascido em Ouro Preto, que viveu também em Mariana – e ao Museu da Música.

Já em Ouro Preto, ao percorrer as instalações do Inconfidência, os imortais – recepcionados pelo diretor do Museu, o escritor Rui Mourão – ouviam atentamente os comentários sobre a modernização e o atual projeto museográfico, além de particularidades de cada sala.

Ainda em Ouro Preto, o grupo visitou o Museu Casa dos Contos. No local, os intelectuais participaram da abertura de exposições de Lamounier Lucas, Abreuvalle e Aristóteles, bem como do lançamento do livro que retrata a vida do artista Aristóteles (ex-morador de rua), descoberto por Glauco Moraes, que assina o livro “Assim Nasce um Artista” junto com Ivanise Junqueira. Por fim, em Amarantina, distrito de Ouro Preto, visitaram o Museu da Reduções.

Academia Mineira de Letras

Foi fundada na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais, em dezembro de 1909, por um grupo de profissionais ligados à cultura e à produção literária, como escritores, jornalistas, profissionais liberais, dentre outros. Tem como objetivo o culto, a defesa e a sustentação da pureza da língua e a produção intelectual na sua plenitude e variedade.

Em 1915, a sede da Academia foi transferida para a capital do Estado, Belo Horizonte, no intuito de conferir maior dimensão à mesma, ao mesmo tempo em que a aproximava dos centros do poder e de convergência de atividades e interesses.

Durante o mês de junho, o Museu da Inconfidência promove, em seu Auditório no Anexo I, exibição de filmes com entrada franca para moradores e turistas. A iniciativa tem o intuito de complementar a mostra “A Inconfidência Mineira no Contexto da Revolução Francesa”, em cartaz na Sala Manoel da Costa Athaide, que será prorrogada até o dia 21 deste mês.

Os vídeos fazem referência aos movimentos revolucionários acontecidos durante a segunda metade do século XVIII, que deixariam suas marcas no quadro político e social da França e, mais futuramente, no do Brasil.

Confira a programação completa:

Dia 9, terça-feira / 19h
OS INCONFIDENTES, Joaquim Pedro de Andrade

Co-produção brasileira e italiana de 1972, do gênero drama histórico O filme é uma versão cinematográfica da Inconfidência Mineira, de seu início até o degredo dos inconfidentes e a execução de Tiradentes. José Wilker vive Tiradentes. O elenco traz também Luiz Linhares (Tomás Antônio Gonzaga), Fernando Torres (Cláudio Manuel da Costa), Carlos Kroeber (Alvarenga Peixoto) e Margarida Rey (Marília de Dirceu).

Dia 10, quarta-feira / 19h
MARIA ANTONIETA, Sofia Coppola

Intimista narração sobre a turbulenta vida da monarca Maria Antonieta. Kirsten Dunst retrata a jovem princesa destinada a sofrer que se casou com o indiferente Rei Louis XVI da França (Jason Schwartzman). Sentindo-se isolada numa corte real recheada de escândalos e intrigas, Maria Antonieta desafia a realeza e os plebeus ao viver como uma estrela do rock, o que serviu apenas para selar seu destino.

Dia 16, terça-feira / 19h
DANTON – O PROCESSO DA REVOLUÇÃO, Andrzej Wajda

Durante a fase popular da Revolução Francesa, instala-se o período do “terror”, quando a radicalização revolucionária dos jacobinos encabeçada por Robespierre inicia um violento processo político com expurgos e execuções pela guilhotina. Danton, líder revolucionário, critica os rumos do movimento, tornando-se mais uma vítima. No elenco, Gérard Depardieu e Wojciech Pszniak.

Dia 17, quarta-feira / 19h
CASANOVA E A REVOLUÇÃO, Ettore Scola

França, 21 de junho de 1791. O rei Luís XVI e sua família tentam fugir de carruagem do país. Na mesma estrada, segue uma outra diligência, com o sedutor Giacomo Casanova, o escritor Restif de la Bretonne, o liberal inglês Thomas Paine, uma misteriosa condessa, entre outras personagens históricas e fictícias. Quando chegam a Varennes, testemunham a prisão da família real e passam a noite discutindo sobre a vida, o amor e a política. Com Harvey Keitel, Marcello Mastroianni e Hanna Schygulla.

Dia 18, quinta-feira / 19h
A MARSELHESA, Jean Renoir

Com Pierre Renoir, Lise Delamare e Louis Jouvet. Baseado em minuciosa pesquisa dos documentos da época, esse clássico do cinema francês retrata momentos chaves da Revolução Francesa, da queda da Bastilha em 1789 à deposição do rei Luis XVI em 1792, passando pela criação e divulgação do hino nacional francês, La Marseillaise.

Auditório e Sala Manoel da Costa Athaide – ANEXO I
Rua Vereador Antônio Pereira, 33 – Centro

Nos dias 11 e 12 de junho de 2009, a Universidade Queen de Belfast realiza, por meio do departamento de História e Antropologia, o Simpósio Wind Bands in Cross-Cultural Perspective, com o apoio da Fundação Internacional da universidade irlandesa. O evento reunirá dez participantes de sete países: África do Sul, Brasil, Estados Unidos, Finlândia, Holanda, Inglaterra e Irlanda do Norte.

A organizadora do evento, Profª. Drª Suzel Ana Reily, após participar do I Seminário de Música do Museu da Inconfidência, organizado em agosto do ano passado, propôs a inserção da pesquisa do Setor de Musicologia do Museu no contexto internacional.

Convidada pela organizadora, a musicóloga Mary Angela Biason, que atua na instituição há mais de 10 anos, vai proferir uma palestra para os alunos do Curso de Etnomusicologia, abordando a investigação em arquivos de música pertencentes às corporações musicais, além de participar de uma reunião para seleção de artigos que farão parte do livro Bands, Place and Community Music Making.

O tema proposto pelo Simpósio pretende explorar assuntos de interesse etnomusicológico, antropológico e sociológico, descortinando tópicos de pesquisa sobre as bandas de música até então negligenciados.

Fonte: Revista MUSEU, Editoria RM e Setor de Musicologia do Museu da Inconfidência

O diretor do Museu da Inconfidência, Rui Mourão, participou na última sexta-feira da 1ª Semana de Ciências Gerenciais, promovida pelo Instituto Federal Minas Gerais, no campus de Bambuí – sua cidade natal. O evento, realizado entre os dias 25 e 29 de maio, foi voltado principalmente aos alunos dos cursos de Gestão da unidade de ensino.

Em sua palestra, Rui Mourão destacou a forma de gerenciamento adotada no Museu desde que passou a ocupar a direção do Inconfidência, há 35 anos. A história da instituição e também os desafios enfrentados durante essa trajetória foram lembrados, como a inexistência de orçamento próprio para a casa – fato detectado pelo atual diretor logo que assumiu o cargo.

A necessidade de reforço do quadro de funcionários foi outro fator preocupante, contornada, mas não de forma realmente satisfatória, após a implantação da cobrança de ingressos. Para Rui Mourão, a dedicação e a flexibilidade dos primeiros contratados na época, dispostos a contornarem as limitações existentes, foram importantes para os avanços que se sucederam.

No correr dos anos, a instituição foi ganhando reforços em sua estrutura física, com a criação de um auditório (sala de projeções), uma sala de exposições temporárias, de uma reserva técnica e mais um anexo, a Casa do Pilar, onde foram instalados vários setores.

A modernização pela qual o Museu da Inconfidência passou em 2006, fazendo com que a instituição se tornasse mais fiel ao tema que havia inspirado sua criação, também foi destacada por Mourão. O projeto museológico, que procurou enfatizar a evolução econômica, social e política de Vila Rica no plano inferior e a super-estrutura da organização social, com influência da igreja católica, no segundo piso, foi implantado museograficamente pelo francês Pierre Catel, renovando a exposição permanente. Todas essas conquistas garantem hoje, ao Inconfidência, posição de destaque na área federal em arrecadação e número de visitantes.

Além de palestras diversas, a programação da 1ª Semana de Ciências Gerenciais do IFMG – campus Bambuí – contou ainda com a realização de minicursos e apresentações culturais.