Sala Manoel da Costa Athaíde expõe série de gravuras de Clébio Maduro

outubro 9, 2008

 

 

Nesta sexta-feira, 10, às 20h, a Sala Manoel da Costa Athaíde, Anexo do Museu da Inconfidência, abre a exposição “Gravuras”, do artista plástico Clébio Maduro. Na mostra, 18 trabalhos feitos a partir da técnica da água-forte retratam as paisagens urbanas e naturais de Ouro Preto e Diamantina, além da Serra do Cípó, uma referência à Estrada Real. “Essas gravuras nasceram do meu envolvimento com os Festivais de Inverno em Ouro Preto e Diamantina. Elas fazem parte de um projeto de registro em gravura das cidades históricas, com unidade e requinte técnico, o que nunca foi feito antes”, explica o artista que é diretor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais e professor de gravura há mais de três décadas.

De acordo com Maduro, as gravuras expostas no Anexo do Museu da Inconfidência propõem uma releitura “rembrandtiana” das cidades coloniais mineiras, já que foi na obra do pintor e gravador holandês Rembrandt van Rijn (1606-1669) que a água-forte encontrou o ápice de suas potencialidades estéticas e se consolidou como técnica de primeira grandeza entre as artes gráficas.

Enquanto a gravura a buril se caracteriza por uma certa rigidez dos traços, a água-forte se aproxima com muito mais naturalidade do desenho, mantendo a liberdade e a fluidez das linnhas na composição de formas, texturas e tonalidades. “Nessas gravuras tudo é linha, elas são exercícios de sobreposição de linhas puras que constroem as tonalidades e espessuras que são vistas. É um trabalho longo, cada gravura leva um ou dois meses para ser concluída”, conta Clébio Maduro, que iniciou a série em 2005 e também utiliza a técnica do lavie, onde o ácido no qual é banhada a placa de metal forma manchas de diferentes tons.  

Na gravura "Tempestade", linhas sobrepostas formam paisagem da Serra do Cipó. Nuvens carregadas são resultado da técnica do lavie

Na gravura "Tempestade", linhas sobrepostas formam a paisagem da Serra do Cipó. Nuvens carregadas são resultado da técnica do lavie

 Ao observar de perto gravuras das igrejas de Ouro Preto, casarões de Diamantina e paisagens naturais, o espectador pode perceber o poder de interação das linhas no registro de relevo, vegetação, arquitetura e impressões de luz.

“Por ter uma relação forte com os Festivais de Inverno, não poderia haver lugar melhor para essa exposição do que Ouro Preto”, diz o artista que, na próxima etapa do projeto, pretende registrar cidades como Sabará e Mariana. A exposição na Sala Manoel da Costa Athaíde acontece até o dia 16 de novembro.

 

Oficina

Nos dias 29, 30 e 31 de outubro Clébio Maduro ministra oficina sobre técnicas de gravura na programação do Museu da Inconfidência para o Ano Ibero-Americano de Museus.

 

 

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Uma resposta to “Sala Manoel da Costa Athaíde expõe série de gravuras de Clébio Maduro”

  1. igor said

    esta é a melhor gravura que um homen artista plástico pode fazer linda gravura pai tchal!!

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