Nesta sexta-feira, 10, às 20h, a Sala Manoel da Costa Athaíde, Anexo do Museu da Inconfidência, abre a exposição “Gravuras”, do artista plástico Clébio Maduro. Na mostra, 18 trabalhos feitos a partir da técnica da água-forte retratam as paisagens urbanas e naturais de Ouro Preto e Diamantina, além da Serra do Cípó, uma referência à Estrada Real. “Essas gravuras nasceram do meu envolvimento com os Festivais de Inverno em Ouro Preto e Diamantina. Elas fazem parte de um projeto de registro em gravura das cidades históricas, com unidade e requinte técnico, o que nunca foi feito antes”, explica o artista que é diretor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais e professor de gravura há mais de três décadas.

De acordo com Maduro, as gravuras expostas no Anexo do Museu da Inconfidência propõem uma releitura “rembrandtiana” das cidades coloniais mineiras, já que foi na obra do pintor e gravador holandês Rembrandt van Rijn (1606-1669) que a água-forte encontrou o ápice de suas potencialidades estéticas e se consolidou como técnica de primeira grandeza entre as artes gráficas.

Enquanto a gravura a buril se caracteriza por uma certa rigidez dos traços, a água-forte se aproxima com muito mais naturalidade do desenho, mantendo a liberdade e a fluidez das linnhas na composição de formas, texturas e tonalidades. “Nessas gravuras tudo é linha, elas são exercícios de sobreposição de linhas puras que constroem as tonalidades e espessuras que são vistas. É um trabalho longo, cada gravura leva um ou dois meses para ser concluída”, conta Clébio Maduro, que iniciou a série em 2005 e também utiliza a técnica do lavie, onde o ácido no qual é banhada a placa de metal forma manchas de diferentes tons.  

Na gravura "Tempestade", linhas sobrepostas formam paisagem da Serra do Cipó. Nuvens carregadas são resultado da técnica do lavie

Na gravura "Tempestade", linhas sobrepostas formam a paisagem da Serra do Cipó. Nuvens carregadas são resultado da técnica do lavie

 Ao observar de perto gravuras das igrejas de Ouro Preto, casarões de Diamantina e paisagens naturais, o espectador pode perceber o poder de interação das linhas no registro de relevo, vegetação, arquitetura e impressões de luz.

“Por ter uma relação forte com os Festivais de Inverno, não poderia haver lugar melhor para essa exposição do que Ouro Preto”, diz o artista que, na próxima etapa do projeto, pretende registrar cidades como Sabará e Mariana. A exposição na Sala Manoel da Costa Athaíde acontece até o dia 16 de novembro.

 

Oficina

Nos dias 29, 30 e 31 de outubro Clébio Maduro ministra oficina sobre técnicas de gravura na programação do Museu da Inconfidência para o Ano Ibero-Americano de Museus.

 

 

 

 O historiador John Russel-Wood, professor do Departamento de História da Johns Hopkins University, esteve em Ouro Preto para a realização da conferência de abertura do seminário internacional Administrando Impérios: Portugal e Brasil nos séculos XVIII e XIX, promovido pelo ICHS/Ufop e pelo Arquivo Público Mineiro.

No dia 19, Russel-Wood visitou as instalações do Arquivo Histórico do Inconfidência, ocasião em que foi entrevistado por Luciano Figueiredo, editor da Revista de História da Biblioteca Nacional e professor da UFF, e pelo historiador Fabiano Vilaça dos Santos, pesquisador e colaborador do Arquivo Nacional. Também participou da entrevista o professor Caio César Boschi, da PUC-MG, que aproveitou a oportunidade para consultar o Arquivo Histórico do Inconfidência.

 

 

A palestra “Câncer de Mama – Auto-exame e Prevenções” encerrou no último sábado, 27, a programação do Museu da Inconfidência para a 2ª Primavera dos Museus. Ministrada pela mastologista Andréa Soares, do Clube da Mama Feliz, a palestra teve o apoio da Casa da Amizade e das Senhoras Rotarianas de Ouro Preto.

 

 

Como resultado de parceria entre a Secretaria de Estado de Defesa Social e o Museu da Inconfidência, detentas da Cadeia Pública de Ouro Preto participaram do evento, onde foram apresentadas maneiras de identificar e prevenir o câncer de mama além de tratamentos disponíveis para a doença. “Curiosamente o Anexo do Museu, onde aconteceu a palestra, já foi penitenciária feminina e hoje funcionou como espaço para a ressocialização de detentas. Pretendemos dar continuidade e aumentar essa parceria”, disse Margareth Monteiro, chefe da Seção de Promoção Cultural e Difusão do Acervo do Inconfidência.