Será realizado entre os dias 9 e 30 de maio, em Ouro Preto, o tradicional “Mês de Maio Cultural da Nossa Banda”, promovido pela Sociedade Musical União Social, de Cachoeira do Campo. A programação inclui apresentações, lançamento de livro e sorteio de brindes.

Nascida em 1864 em meio a uma acalorada discussão política, quando músicos do Partido Liberal se desentenderam com músicos do Partido Conservador, a Sociedade Musical União Social teve como primeiro mestre João Gonçalves Magalhães, que teve a difícil tarefa de colocar, numa localidade tão pequena como Cachoeira do Campo, uma segunda banda a serviço da comunidade. Outros mestres tiveram participação importante na vida da União Social, como Joaquim José de Brito e Randolfo José de Lemos, conhecido pelo pioneirismo de suas ações e dedicação nos 69 anos que esteve à frente da corporação.

A banda participa anualmente do Festival Ouropertano de Bandas promovido pelo Museu da Inconfidência que, por meio do setor de Musicologia, trabalha na catalogação do acervo de cada uma das corporações do município, além de reunir informações sobre a produção musical de Ouro Preto e região.

 PROGRAMAÇÃO – Mês de Maio Cultural da Nossa Banda – Sociedade Musical União Social

 09/05/10 (dia da Mães) – Apresentação em Homenagem às Mães 2010

Local: Praça da Matriz de N. S. Nazaré, Cachoeira do Campo/MG

Horário: 20h30

Regência: Pedro Simeão Guilherme / Márcio Sávio Bretãs

Durante a apresentação da banda haverá sorteio de brindes e distribuição de flores.

15/05/10 – Lançamento nacional da 2ª edição do livro “Banda de Música: a Alma da Comunidade”, de autoria do músico Nylton Gomes Batista.

Local: Livraria Martins Fontes / Av. Paulista, 509, loja 17, São Paulo/SP

Horário: 15h30 às 18h

22/05/10 – Lançamento local da 2ª edição do livro “Banda de Música: a Alma da Comunidade”, de autoria do músico Nylton Gomes Batista.

Local: Sede da S. M. União Social / Rua Santo Antônio, 01, Cachoeira do Campo, Ouro Preto/MG

Horário: 20h – Apoio: AMIC

30/05/10 – Ensaio da Sociedade Musical União Social

Comemoração dos aniversariantes do mês de maio

Local: Praça Benedito Xavier

Horário: 10h

Capa Anais I Seminário

O Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, por meio de seu Setor de Musicologia publicou, neste mês de novembro, os anais do I Seminário de Música do Museu da Inconfidência – Bandas de Música no Brasil. O encontro foi realizado entre os dias 21 e 23 de agosto de 2008, na própria instituição.

 Com organização da musicóloga responsável pelo Setor de Musicologia do Museu, Mary Angela Biason, a publicação reúne trabalhos de dez estudiosos, dentre eles: Ricardo Tacuchian (Academia Brasileira de Música), Suzel Ana Reily (Queen´s University Belfast), Régis Duprat (Universidade de São Paulo), Lenita W.N. Nogueira (Universidade Estadual de Campinas), Maria Elizabeth Lucas (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Joel Luis Barbosa (Universidade Federal da Bahia), Juvino Alves dos Santos Filho (Universidade do Estado da Bahia), Elizete Higino (Fundação Biblioteca Nacional), Lutero Rodrigues (Academia Brasileira de Música) e Rosana Lemos (Funarte). Além de disponibilização no próprio Museu, os anais serão distribuídos aos departamentos de arte das universidades públicas e privadas, bibliotecas, arquivos, fundações e instituições afins.

 O I Seminário de Música do Museu da Inconfidência contou com a presença de pesquisadores de todo o país. Por meio de palestras, mesas redondas e comunicações, os participantes examinaram questões como a formação das bandas civis, a relação destas com a comunidade, a tradição familiar nas corporações musicais, seus métodos de ensino e características regionais. O evento também constituiu uma oportunidade para discutir a implantação de políticas públicas e de apoio institucional às sociedades musicais.

A segunda edição do Seminário de Música será realizada de 3 a 5 de dezembro, no auditório do Inconfidência.

Em sua oitava edição, o evento realizado nos dias 15, 16 e 23 de agosto atraiu para a praça Tiradentes moradores e turistas, que se encantaram com a produção e a tradição musical de Ouro Preto e de outros municípios mineiros. Nesta entrevista, a musicóloga do Museu da Inconfidência, Mary Angela Biason, faz um balanço do Festival promovido pela instituição.

Mary Angela Biason

 - Houve alguma modificação no formato do Festival Ouropretano de Bandas ao longo de seus oito anos de existência?

Desde que o Festival iniciou, em 2002, o formato foi aprimorado até chegar ao atual, com desfile e apresentação de três bandas por dia. Isso valoriza as bandas que podem apresentar de cinco a sete músicas de seu repertório e explorar as qualidades do conjunto e as habilidades dos solistas. Dessa maneira, o Festival individualiza a banda e mostra seu valor, o que não acontece quando juntamos 10, 20, 30 bandas. Todo ano encerramos com uma banda ouropretana executando a valsa “Saudades de Ouro Preto”, eleita a música madrinha do Festival. O evento nos lembra de que as bandas são formadas por pessoas comuns, preocupadas com sua família e seu trabalho, mas que se encontram com amigos para juntos cultivar a arte da música e manter, com orgulho, a história e o esplendor da sua corporação.

- O alteamento da praça Tiradentes e a iluminação externa do Museu da Inconfidência favoreceram a estrutura do evento?

A regularização do calçamento ajudou muito na estabilidade das estantes e cadeiras para músicos e platéia. O fato de não haver mais carros alivia o conflito que vivíamos antigamente. A iluminação do Museu clareou a praça. Ainda assim, instalamos quatro holofotes na sacada de uma das casas do lado esquerdo do Inconfidência para as apresentações ocorridas durante a noite. Essa ação fez com que o conjunto banda-platéia se deslocasse para a lateral da praça. Nas apresentações ocorridas durante a tarde, a platéia pôde apreciar as bandas com o Museu ao fundo.

- Como o tema proposto para essa edição foi abordado pelas bandas?

Com o intuito de explorar seus acervos e valorizar o repertório produzido por seus integrantes, todo ano o Festival propõe um tema. Em princípio, ele valoriza o “dobrado”, gênero bandístico por excelência que é apresentado por todas as participantes em desfile pela Praça Tiradentes na abertura e no fechamento do evento. Nesta edição, além de seu repertório habitual, pedimos a execução de machas compostas para os carnavais, já que muitos músicos participam desses eventos. Duas bandas apresentaram composições próprias: a Bandas Euterpe Cachoeirense tocou “Marcha do Bloco de Cima”, de autoria de Cristiano Miguel Tavares, atual baterista da banda, e a Sociedade Musical União Social apresentou o “Hino Cruzeiro do Sul Esporte Clube” braço desportivo da União Social que se encontra desativado.

- É possível perceber um amadurecimento e desenvolvimento das corporações musicais do município a cada festival?

O Festival é uma oportunidade para acompanhar a trajetória de vida das bandas ouropretanas: seus humores, períodos de crises e de bonança, seus anseios e conquistas. Mudanças de dirigente, de regente, renovação do repertório, melhorias na sede da banda, troca do instrumental e cursos de aperfeiçoamento conseguidos por meio de projetos culturais… os reflexos dessas e outras ações são percebidas a cada ano. Vejamos o exemplo da Associação Musical Nossa Senhora da Conceição da Lapa, do distrito de Antônio Pereira, reativada em 1999. Em 2003, apresentou-se pela primeira vez no Festival, ainda um pouco acanhada. No ano seguinte era outra banda, com músicos mais seguros e repertório encorpado. Espero que isso também aconteça com a Sociedade Musical São Gonçalo do Amarante, que se apresentou pela primeira vez este ano.

- Como avalia a participação das bandas convidadas?

A banda convidada deve ter as mesmas características das ouropretanas, ou seja, sociedades civis de caráter filantrópico, participantes das manifestações culturais de sua localidade, mantenedoras de escola de música e formação baseada em instrumentos de sopro e percussão. Sua presença traz a oportunidade de ouvir a produção musical de outra cidade, além de proporcionar troca de conhecimento e experiências com integrantes das bandas de Ouro Preto. O desenho do uniforme, a postura na apresentação do dobrado em desfile, a qualidade do repertório e do conjunto instrumental apresentado, o vigor do regente e a resposta dos músicos, tudo isso faz com que uma banda observe e avalie sua atuação frente ao exemplo trazido pela outra. Nestes oito anos, recebemos vários tipos de bandas: algumas adotam uma postura mais tradicional e têm o gênero dobrado como ponto forte; outras são cheias de swing, prontas para colocar os ouvintes para dançar; e bandas com repertório elaborado e arranjos eruditos. Não existem duas bandas iguais.

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                             Foto: Aldo Araújo

Imagens, objetos e gravuras de época que mostram a importância da música no período barroco. Tudo isso pode ser conferido na exposição “Cecílias Santas e Anjos Músicos”, na Sala Manoel da Costa Athaíde, anexo ao Museu da Inconfidência.

Promovida pelo Iphan em parceria com a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, a mostra apresenta a iconografia musical nas igrejas mineiras, atestando como o contexto religioso do estilo fluía para as ruas e ganhava novas interpretações.

No acervo exposto é possível encontrar reproduções de tetos de igrejas com detalhes dos Anjos Músicos – destaque para os trabalhos de Manoel da Costa Athaíde; algumas imagens da Santa Cecília e uma Santana Mestra dos séculos XVIII e XIX, com ênfase para dois trabalhos de Valentim Corrêa Paes, além de objetos da Irmandade de Santa Cecília de Vila Rica. A curadoria é de Mary Angela Biason e Janine Menezes y Ojeda.

Segundo Biason, “para o estudo da música e da evolução dos instrumentos, estas representações são preciosas, pois tornam possível contextualizar a prática musical de outras épocas e reconhecer posturas e gestos dos músicos e a configuração do instrumento”, explica.

A abertura da exposição contou com a presença da organista Elisa Freixo, que realizou palestra ilustrada sobre os órgãos históricos de Minas Gerais, finalizada com um pequeno recital.

A exposição segue até o dia 24 de janeiro. A visitação é gratuita e pode ser realizada de terça-feira a domingo, das 12h às 17h30.

 

De 21 a 23 de agosto acontece o I Seminário de Música do Museu da Inconfidência. Com o tema “Bandas de Música no Brasil”, o Seminário reunirá pesquisadores de todo o país em palestras, comunicações e mesas redondas onde serão analisadas questões como a formação das bandas civis, a relação dessas bandas com as bandas militares e com a comunidade, a tradição familiar nas sociedades musicais, seus métodos de ensino e características regionais.

O Seminário também vai discutir a implantação de políticas públicas e institucionais de apoio às bandas.

Veja a programação:

21 de agosto, quinta-feira

Auditório do Museu da Inconfidência

20h00

  • Abertura: Rui Mourão, diretor do Museu da Inconfidência
  • Palestra “15 anos de atuação no movimento de bandas civis e escolares no Estado do Rio de Janeiro”. Palestrante: Maestro e Compositor Ricardo Tacuchian 

22 de agosto, sexta-feira

Auditório do Museu da Inconfidência 

9h00-12h30

Comunicações – Sessão I: Perspectivas teóricas e a historiografia sobre as bandas de sopro no Brasil – Moderador: Mary Angela Biason

  • Suzel A. Reily (Queen´s University of Belfast) – “Bandas de Música – um diálogo transcultural”
  • Régis Duprat (Usp) – “As Bandas de música do século XIX no Brasil: o resgate de um repertório”
  • Lenita W. M. Nogueira (Unicamp) – “Bandas de Música no final do século XIX em Campinas, SP”
  • Maria Elizabeth Lucas (UFRGS) – “Bandas de Música no Rio Grande do Sul: temas para uma interpretação etnomusicológica”

14h00-18h00

Comunicações – Sessão II: Bandas, educação musical e política cultural – Moderador: Lenita W. M. Nogueira

  • Joel Barbosa (Ufba) – “Tradição e inovação em bandas de música”
  • Juvino Alves dos Santos Filho (Uneb) – “Bandas, Filarmônicas e o Mestre Manoel Tranquilino Bastos na Bahia dos séculos XIX e XX”
  • Elizete Higino (Biblioteca Nacional) – “A Banda de Música do Colégio Salesiano Santa Rosa”
  • Lutero Rodrigues (Academia Brasileira de Música) – “Coreto Paulista – I Festival de Bandas em Serra Negra – o que foi e o que nos ensinou em evento” 

23 de agosto, sábado

Auditório do Museu da Inconfidência

9h00

Mesa Redonda: Políticas de apoio às bandas de música

Participação de representantes das seguintes instituições:

  • Fundação Nacional de Arte (Funarte)
  • Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais
  • Associação das Bandas de Música dos Municípios de Ouro Preto (Abammop)
  • Empresas

 

 

 

No último final de semana aconteceu a abertura do VII Festival Ouropretano de Bandas, promovido pelo Museu da Inconfidência. Realizado anualmente desde 2002, o Festival nasceu do trabalho de catalogação do acervo das corporações musicais de Ouro Preto feito pelo Setor de Musicologia nas sedes das próprias bandas.

Durante o evento 17 bandas de 11 municípios se apresentarão na praça Tiradentes. A maior representatividade é da cidade anfitriã, com suas sete bandas. As outras dez são de Barra Longa, Belo Horizonte, Caeté, Lamin, Mariana, Piranga, Prados, Santa Luzia, Santana dos Montes e São João Del Rei, participando do evento como convidadas.

No sábado, 9, se apresentaram a Banda Euterpe Cachoeirense, de Cachoeira do Campo, a Corporação Musical Santa Cecília, de Caeté e a Banda de Música Estrela de São João, de Santa Luzia. No domingo, foi a vez das Sociedades Musicais Santaritense, do distrito de Santa Rita, e Nossa Senhora da Conceição da Lapa, do distrito de Antônio Pereira.

 

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Apresentação da Sociedade Musical Santaritense

 

 

Músicos da Sociedade Musical Nossa Senhora da Conceição da Lapa, que se apresentou no último domingo

 

 

As bandas encerraram a programação do domingo tocando "Parabéns pra você" em saudação aos 90 anos do mestre Francisco Solano da Costa - membro da Sociedade Musical Bom Jesus de Matozinhos há 67 anos - que regeu os músicos durante a homenagem

 

Programação

O VII Festival Ouropretano de Bandas têm o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (Proex-Ufop), da Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Ouro Preto (Aciaop), da Associação de Bandas de Música do Município de Ouro Preto (Abammop) e da Rádio Província FM.

As apresentações acontecem até o dia 24 de agosto. Veja a programação:

 

  • 16 de agosto – sábado – 19h: Sociedade Musical União Social (Ouro Preto), Banda Lira Ceciliana (Prados), Associação Musical São José (Santana dos Montes)
  • 17 de agosto – domingo – 15h: Banda de Música Teodoro de Faria (São João Del Rei), Corporação Musical Divino Espírito Santo (Lamin), Sociedade Musical Bom Jesus de Matozinhos (Ouro Preto)
  • 23 de agosto – sábado – 19h: Corporação União Musical São José (Barra Longa), Corporação Musical Bom Jesus (Piranga), Sociedade Musical Carlos Gomes (Belo Horizonte)
  • 24 de agosto – domingo – 15h: Sociedade Musical Bom Jesus das Flores (Ouro Preto), Sociedade Musical Santa Cecília (Ouro Preto), Sociedade Musical São Vicente de Paulo (Mariana)

  

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